Ministério do Esporte Campeão olímpico Rogério Sampaio compartilha experiência no judô Café com Incentivo
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Campeão olímpico Rogério Sampaio compartilha experiência no judô Café com Incentivo

Campeão olímpico nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, na Espanha, o ex-judoca Rogério Sampaio compartilhou, nesta quarta-feira (16.04), a sua experiência com curiosidades e lições trazidas durante a sua caminhada no esporte durante a série de palestras “Café com Incentivo”, promovida pelo Ministério do Esporte, em Brasília. A iniciativa do departamento técnico da Lei de Incentivo ao Esporte visa aproximar ainda mais seus técnicos dos projetos esportivos que contam com o apoio da regulamentação federal.

Rogério Sampaio transmite a sua experiência aos funcionários do Ministério do Esporte  (Foto: Francisco Medeiros/ME)Rogério Sampaio transmite a sua experiência aos funcionários do Ministério do Esporte (Foto: Francisco Medeiros/ME)

Na sua única participação olímpica, o judoca, então com 25 anos, conquistou a medalha de ouro – a oitava da história do Brasil em Jogos Olímpicos. Foi uma participação apenas, repleta de superações até a conquista. Depois de dois anos fora da seleção brasileira de judô, o atleta teve somente seis meses de preparação intensa antes de chegar a Barcelona para representar o país. Rogério venceu seus cinco adversários e subiu no lugar mais alto do pódio na categoria meio-leve. Em 1992, o Brasil conquistou somente duas medalhas de ouro (a segunda foi a da seleção brasileira de vôlei masculino).

Depois de 22 anos da conquista olímpica, Rogério Sampaio ainda é lembrado pela busca de melhoria e desenvolvimento do judô brasileiro, e é uma das grandes referências no pós-carreira no esporte nacional. Em 1993, após o pódio olímpico, o atleta viabilizou a criação da Associação Rogério Sampaio para promover a prática da modalidade. Atualmente, a entidade conta com projetos desenvolvidos com recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte na baixada santista, nas cidades de Santos, São Vicente e Cubatão.

“Durante todo o período com a associação, tivemos êxitos com o nosso projeto. Com a vinda da Lei de Incentivo ao Esporte, criada em 2006, tivemos um reforço e a facilitação no desenvolvimento do nosso trabalho. O mecanismo legal era um anseio de décadas na comunidade esportiva nacional, sendo um divisor de águas na organização do esporte brasileiro”, disse Rogério Sampaio.

O medalhista olímpico acrescentou que o maior impacto desde a criação da lei federal é poder ver ações esportivas em lugares que os ‘braços’ do poder público não alcançam. “Por meio da Lei de Incentivo, a pratica esportiva vem chegando a locais que o governo não consegue chegar. Por isso que eu fico impressionado com o grande número de praticantes do judô hoje no país. Isso acontece muito por conta da Lei de Incentivo. Agora, temos que continuar aperfeiçoando o mecanismo para avançarmos”, explicou.

Rogério Sampaio relembrou os pontos mais marcantes da sua carreira no judô.Confira a trajetória do medalhista olímpico brasileiro, nas palavras do atleta:

Formando cidadãos
Desde a criação da Associação Rogério Sampaio, em 1993, a entidade contou com atletas em todas as edições de Jogos Pan-Americanos e Olímpicos. “Criamos um espaço para o aluno começar a praticar o esporte, da iniciação e, se ele quiser se desenvolver, nós trabalhamos para formar um atleta olímpico no alto rendimento. O objetivo principal é a utilização do judô como desenvolvimento educacional”, explicou.
 

Iniciação no esporte

Aprendi a prática do judô de forma lúdica ao começar com 4 anos. Era uma grande alegria ir ao judô e encontrar os amigos. A primeira grande lição da minha vida foi que a prática esportiva tem que ser uma grande alegria e ser prazerosa para as crianças.

A minha primeira competição foi aos seis anos de idade, onde conquistei a primeira medalha, que foi a de bronze. Só havia três judocas, mas mesmo assim eu saí bem feliz com o resultado. Aí que entra o papel da família, para dar todo o suporte e acolhimento a jovens e crianças.

Sonho Olímpico
Os Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, na Rússia, despertaram em mim o sonho de defender o país e a vontade de se tornar um atleta olímpico. Entrei na seleção brasileira de base aos 18 anos. Em 1989, aos 22 anos, as portas da seleção principal se abriram.  

Ao final de 1989, a apenas 10 dias para o Campeonato Mundial de Judô, não só eu, mas todos os judocas da seleção brasileira demos início a um movimento em busca de melhores condições para o judô brasileiro, que era muito inferior em relação às de atletas estrangeiros. Nós nos afastamos das competições internacionais até que a realidade fosse transformada. O afastamento que seria rápido durou de outubro de 1989 até janeiro de 1992, dois anos e meio depois.

Concretização do sonho
Depois do período fora das competições internacionais, eu achava que iria ficar de fora dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Durante o período tivemos a proposta de nos naturalizarmos bolivianos e chegamos a ir até La Paz para se reunir com o Comitê Olímpico da Bolívia para fazer isso. Graças a Deus não deu certo e, em janeiro de 1992 voltei a competir, faltando apenas seis meses dos Jogos de Barcelona.

Tive que correr atrás para recuperar o ritmo para encarar o maior desafio da minha carreira. Aos 45 dias antes dos Jogos Olímpicos eu realizava treinos em três períodos, manhã, tarde e noite.  



Barcelona
Fui aos Jogos Olímpicos. A primeira grande batalha foi contra a balança. Quando olhei a chave eu acreditava muito que iria conquistar uma medalha. Em Jogos Olímpicos o equilíbrio é muito grande. A medalha é desenhada na hora. Qualquer erro é fatal.

Pensei primeiramente em ganhar uma luta por vez. O segundo combate nos Jogos Olímpicos foi um dos mais difíceis, pois comecei perdendo. A terceira luta foi o divisor de águas. Se eu passasse eu iria para a semifinal. Enfrentei o argentino Francisco Morales Vivas, campeão dos Jogos Pan-Americanos de Havana, no ano anterior. Coloquei na minha cabeça que não poderia perder para um país vizinho e sem muita tradição na modalidade.

Na semifinal enfrentei o alemão Udo Quellmalz, n a luta mais difícil da minha vida. Eu venci a luta porque ele tomou uma punição no começo. Duas edições Olímpicas depois, em 1996, ele foi o campeão Olímpico.

O combate final foi o mais tranquilo. Eu era o atleta mais alto da minha categoria e o adversário, o húngaro Jozsef Csak, era mais baixo e destro. O jogo encaixava a meu favor.

Não tem como traduzir em palavras a emoção de conquistar uma medalha em Jogos Olímpicos. É uma sensação de alegria plena. Um momento que passa rápido e que mudou a minha vida.

Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte
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