Ministério do Esporte Das braçadas no rio em Aracaju às piscinas dos Jogos Escolares
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Das braçadas no rio em Aracaju às piscinas dos Jogos Escolares

As águas calmas do rio Vaza Barris, na Orla Pôr do Sol, em Mosqueiro, Aracaju (SE), são um convite especial para quem aprecia a natureza. Lugar frequentado por turistas de todo o país, o rio é o ambiente preferido do jovem estudante Ian de Lima Veiga, 13 anos. Mesmo com o oceano Atlântico à disposição na capital sergipana, Ian encontrou nas águas do rio um refugio para o esporte que mais ama: a natação.

O jovem faz parte da delegação de 15 nadadores de Sergipe que disputa os Jogos Escolares 207 em Curitiba – são oito meninos e sete meninas. Aluno do colégio Coesi, Ian Veiga é dos poucos atletas que treinam no rio, com foco nas provas de longa distância, tanto na natação quanto nas águas abertas.

"Comecei na natação e sempre gostei de provas longas. Foi natural o caminho para as águas abertas, onde comecei a fazer as travessias no rio em Aracaju. Gostei muito do desafio de nadar no rio e continuei praticando o esporte", disse o jovem sergipano.

Ian começou a encarar o esporte há três anos e no último vem se dedicando às travessias na Orla Pôr do Sol. "Vivo praticamente em função da natação. Amo esse esporte. Tenho como ídolos o Brandonn Almeida, de provas longas de natação, e o Alan do Carmo, das maratonas aquáticas. Também tenho admiração grande por Gregorio Paltrinieri", listou, numa referência ao nadador italiano que conquistou o ouro olímpico nos 1.500m nas Olimpíadas Rio 2016.

As provas de natação dos Jogos Escolares de Curitiba estão sendo disputadas no Clube Curitibano. Os alunos-atletas brigam por medalha até a próxima sexta-feira (15.09). Muitos dos que disputam o evento participam pela primeira vez de um campeonato com atletas de todo o país.

Vitor (E) e Ian. Um velocista, o outro especialista nas provas de fundo. Ambos em busca de chegar ao patamar de seus ídolos olímpicos. Foto: Breno Barros/rededoesporte.gov.brVitor (E) e Ian. Um velocista, o outro especialista nas provas de fundo. Ambos em busca de chegar ao patamar de seus ídolos olímpicos. Foto: Breno Barros/rededoesporte.gov.br

O estudante Vitor Alvan, de 14 anos, faz parte do grupo que pisou pela primeira vez na região Sul do país. Estudante da Escola Bom Pastor, o sergipano é um dos destaques da natação nordestina. Os primeiros contatos com o esporte foram por precaução dos pais, que tinham receio de o garoto se afogar. "Eu tinha medo de água. Já vi pessoas se afogando e isso me traumatizou. Assim, comecei a nadar para curar o trauma. Com o tempo fui treinando, ficando forte e passei a disputar competições na minha cidade. Hoje estou com chance de ficar entre os três melhores do Brasil", revelou.

Vitor vai competir nas provas de 50m e 100m borboleta. "Admiro muito o Bruno Fratus e a Etiene Medeiros. Já participei de outras competições e é sempre legal ter essa experiência e conhecer pessoas de outros estados. Quem sabe algum técnico de um clube importante goste do meu desempenho e possa me levar para outros lugares para nadar", disse.

Tayná Gois nada desde os três anos, mas não perde o foco no sonho de ser médica. Foto: Breno Barros/rededoesporte.gov.brTayná Gois nada desde os três anos, mas não perde o foco no sonho de ser médica. Foto: Breno Barros/rededoesporte.gov.br

Sonho de médica e natação por diversão

Ao contrário dos colegas sergipanos que sonham em seguir a carreira de alto rendimento, Tayná Gois Santana, de 13 anos, quer ser médica. Até chegar aos Jogos Escolares, ela já percorreu um grande caminho na natação. Teve os primeiros contatos com a modalidade aos três anos.

"Não quero levar a natação como profissão. Quero nadar para melhorar minha saúde, me divertir e conhecer pessoas. Como não tenho nenhuma obrigação além dos estudos, consigo me dedicar mais ao esporte. Agora, quando chegar no tempo do vestibular, vou me dedicar para realizar o sonho de fazer medicina. Meu desejo é ter a natação como diversão", disse.

A jovem vai encarar as provas de 100m e 200m costas, além dos 50m, 100m e 200m peito. "O meu pai me colocou na natação para não ter risco de me afogar. Lembro que comecei a gostar do esporte, passei a treinar todos os dias e até hoje não parei. Já competi várias vezes fora da minha cidade", relembra.

Para o técnico da delegação de natação de Sergipe, Antônio Santos, de 28 anos, a equipe que disputa os Jogos Escolares conta com jovens com diferentes propósitos, mas tendo o esporte como interesse comum. "A natação em Sergipe é forte na região do Norte e Nordeste. Muitos jovens estão aqui pela primeira vez. Será uma semana que ficará marcada na vida de todos", ressaltou.

De Curitiba, Breno Barros – rededoesporte.gov.br

 

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