Ministério do Esporte Brasil faz bonito nas Surdolimpíadas e já sonha com novas conquistas
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Brasil faz bonito nas Surdolimpíadas e já sonha com novas conquistas

Após uma participação histórica no Summer Deaflympics, ou Surdolimpíadas de Verão, disputadas entre 18 e 30 de julho, em Samsun, na Turquia, os atletas do Brasil, embalados pelos resultados obtidos e pelas experiências vividas na competição – exclusivas para competidores com deficiência auditiva (perda bilateral a partir de 55dB) –, voltaram para casa decididos a se dedicarem ainda mais para os próximos desafios.

Na Turquia, o Brasil conquistou cinco medalhas.O destaque ficou por conta do paulista Guilherme Maia Kabbach. O nadador faturou o ouro nos 200m e o bronze nos 100m, ambos no nado livre. Mas sua façanha foi além dos pódios, já que ele quebrou o recorde surdolímpico e mundial nos 200 metros, com o tempo de 1min52s55.

O paulista Guilherme Maia Kabbach: destaque do Brasil nas Surdolimpíadas da Turquia com um ouro e um bronze na natação, com direito a recorde mundial. Fotos: Cristiano Carvalho/CBDSO paulista Guilherme Maia Kabbach: destaque do Brasil nas Surdolimpíadas da Turquia com um ouro e um bronze na natação, com direito a recorde mundial. Fotos: Cristiano Carvalho/CBDS

No caratê, Heron Rodrigues da Silva, que reside em Pato Branco (PR), foi bronze na categoria acima de 84kg e, no judô, o carioca Alexandre Soares Fernandes, primeiro medalhista surdolímpico do país, em 2009, chegou à sua segunda medalha na competição, com o bronze na categoria até 90kg. Por último, a equipe de futebol feminino, em sua primeira competição oficial, foi bronze, resultado que marcou a primeira medalha surdolímpica de esporte coletivo e primeira medalha surdolímpica feminina para o Brasil.

No quadro geral, o Brasil ficou em 28º lugar entre os 97 países participantes das Surdolimpíadas na Turquia, sendo o quarto país mais bem colocado das Américas. Na edição de 2013, realizada em Sofia, na Bulgária, o Brasil ficou em 37º lugar, com quatro medalhas, sendo uma prata e três bronzes.

Termo de fomento

A delegação do Brasil foi formada por 140 integrantes, dos quais 98 eram atletas, disputou provas em 14 modalidades: atletismo, badminton, futebol, handebol, judô, caratê, natação, tênis, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, vôlei de praia, luta livre e luta greco-romana.
Do total, 77% competiu na Turquia tendo as passagens aéreas de ida e volta, seguro de viagem e parte da hospedagem bancados por termo de fomento firmado com o Ministério do Esporte, que disponibilizou R$ 1,5 milhão para a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS). Além do Ministério, a CBDS contou com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Distrito Federal, que atendeu 19 pessoas da delegação nacional residentes em Brasília com passagens aéreas de ida e volta à Turquia.

 “Foi uma experiência incrível, eu não acreditava, a ficha não caia”, conta Guilherme Maia de Natação. “É importantíssimo essa conquista, pois mostro ao mundo e ao Brasil que os surdos também têm potencial. As crianças surdas precisam de incentivo e de um ídolo e eu não tenho palavras para decifrar tanta emoção, tanta dedicação, tantos treinamentos e tanto apoio de amigos e pessoas que acreditam e acreditaram em mim. Quero agradecer ao Ministério do Esporte por acreditar e nos apoiar com o patrocínio, pois sem isso eu não alcançaria os resultados e o recorde surdolímpico e mundial. Espero que esse apoio continue para todos os surdoatletas”, continua o medalhista de ouro.

As atletas do futebol feminino também não esconderam a emoção por voltar para casa com uma medalha na bagagem. “Foi a primeira vez jogando em uma competição oficial de futebol representando o Brasil e foi com muito orgulho que o fiz. Conquistamos o bronze e fui eleita a artilheira, com 12 gols, estou muito feliz e essa conquista vai ficar na minha história para toda vida”, celebra Vaneza Wons, capitã da Seleção no jogo contra Rússia.

Acima, a delegação brasileira nas surdolimpíadas da Turquia. Abaixo, da esquerda para a direita, o judoca Alexandre Soares Fernandes, o carateca Heron Rodrigues da Silva e a jogadora da Seleção Brasileira de futebol feminino Stefany Krebs. Fotos: Cristiano Carvalho/CBDSAcima, a delegação brasileira nas surdolimpíadas da Turquia. Abaixo, da esquerda para a direita, o judoca Alexandre Soares Fernandes, o carateca Heron Rodrigues da Silva e a jogadora da Seleção Brasileira de futebol feminino Stefany Krebs. Fotos: Cristiano Carvalho/CBDS

“É difícil expressarmos o que sentimos ao conquistar o bronze pela primeira vez no futebol feminino de surdos, a nossa primeira competição oficial. Vibramos com o sabor de ouro. Quem estava de perto no futebol feminino sabe do tamanho da nossa felicidade, pois para chegarmos ao pódio não foi nada fácil. Foi um trabalho árduo para nos adaptarmos ao gramado em tempo curto após tantos anos de costume com o piso de futebol de salão (a seleção foi formada há menos de um ano em uma migração do futsal para o futebol de Campo)”, completa Stefany Krebs, capitã da Seleção no primeiro jogo contra Turquia e último jogo, contra Grã-Bretanha.

“Não podemos deixar de agradecer ao Ministério do Esporte pela confiança e apoio aos nossos atletas surdos, pois sem isso não estaríamos nem perto do pódio e nem teríamos muito o que escrever na história surdolímpica do Brasil sobre o futebol. Que isso sirva como exemplo para outros patrocinadores investirem mais em nosso esporte de surdos”, encerra a jogadora.

Após a experiência na Turquia, a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos já tem os planos traçados para este ano e para as próximas temporadas. A CBDS realizará em 2017 eventos nacionais de futsal, badminton, futebol, vôlei e vôlei de praia e a entidade se prepara para sediar os Campeonatos Mundiais nas modalidades de Handebol (2018) e Natação (2019), além dos Campeonatos Pan-Americanos de Badminton, Tênis e Tênis de Mesa, todos em 2018.

A CBDS já trabalha também de olho no Mundial de Futsal de 2019 e no Mundial de Vôlei, em 2020, além das Surdolimpíadas de 2021. O principal desafio da entidade, entretanto, é descobrir novos talentos entre 14 e 19 anos para levá-los aos Jogos Surdolímpicos da Juventude, que serão disputados em Buenos Aires, em janeiro de 2019.

Luiz Roberto Magalhães – Ministério do Esporte
 

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