Apresentação
Desde a criação do Programa Segundo Tempo em 2003, o Ministério do Esporte tem procurado integrar a política esportiva educacional com a política de educação, de forma a incentivar a prática esportiva nas escolas.
Nos últimos anos, em função da priorização que a pasta do Esporte tem dado às políticas esportivas educacionais e de inclusão social, o Programa Segundo Tempo teve um crescimento exponencial, possibilitando o atendimento anual de mais de 1,2 milhões de beneficiados. No entanto, se considerarmos o potencial público-alvo do Programa, crianças e jovens em idade escolar que não possuem acesso ao esporte, percebe-se a enormidade do desafio, visto que hoje no país, temos mais de 40 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas da educação básica, segundo demonstra o Censo 2010, realizado pelo IBGE.
Entendendo que o caminho para a democratização do esporte é a Escola, em 2009, o ME e o MEC integraram suas políticas de modo a estabelecer as condições mínimas necessárias para viabilizar a oferta do esporte na escola, integrada ao seu projeto pedagógico, na perspectiva da educação em tempo integral.
A proposta se materializa pela inserção do Programa Segundo Tempo nas escolas do Programa Mais Educação. O Mais Educação já prevê o esporte como um macrocampo, no entanto a inserção do Segundo Tempo qualifica o desenvolvimento de ações de esporte e lazer em função da sua proposta pedagógica, do processo de capacitação e acompanhamento agregados ao programa. Coordenado pelo MEC em parceria com outros Ministérios, o Mais Educação busca ampliar tempos e espaços educativos dos estudantes por meio da integração de atividades nas diversas áreas do conhecimento. Além de incentivar a prática, oferecendo atividades esportivas educacionais para crianças e adolescentes, esse é um passo significativo para implantar uma política esportiva nas escolas brasileiras.
A integração entre os dois Programas amplia possibilidades à medida que não é obrigatório que a escola disponha de infraestrutura esportiva, já que o Mais Educação se vale também de espaços alternativos e, além disso, não é necessário que o Segundo Tempo na Escola ofereça o reforço alimentar, já que os alunos recebem a merenda escolar complementada pelo MEC, para permanecer na escola em tempo integral. Com isso foi possível potencializar o número de beneficiados e garantir o acesso ao esporte de forma qualificada, desenvolvendo a proposta pedagógica do Programa Segundo Tempo, articulada com o projeto pedagógico da escola.
Além disso, a parceria possibilitará a execução do programa diretamente pela escola, não havendo a necessidade de formalização de convênio. Veja as responsabilidades de cada um:
| Ministério da Educação | Ministério do Esporte | |||||||
| A |
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Mecanismo de Transferência dos recursos para as escolas, inclusive para o monitor do Macrocampo Esporte e Lazer, que desenvolverá o Segundo Tempo. | A |
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Distribuição de Kit Materiais Esportivos | |||
| B |
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Produção Técnica e editoração do Material Pedagógico – Livro dos Fundamentos do Programa e Caderno de Apoio Pedagógico. | ||||||
| B |
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Impressão do material didático-pedagógico e distribuição dos materiais esportivos e didáticos pedagógicos. | C |
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Orientação aos Monitores, Gestores Estaduais/Municipais sobre o Segundo Tempo na Escola e Acompanhamento pedagógico do projeto. | |||
| C |
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Recurso disponibilizado pelo PDDE/FNDE para compra de materiais para modalidades específicas, como natação, judô, capoeira, etc. | D |
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Acompanhamento pedagógico do projeto. | |||
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Com essa ação a Educação Brasileira está atendendo a dois aspectos simultaneamente, ou seja, mantém as crianças no espaço escolar com chances de enriquecimento de conhecimentos, assim como evita que estas sejam atraídas pelas mazelas das ruas e seus perigos.
