Ministério do Esporte Atletas do Esporte da Escola participam dos Jogos da Juventude neste domingo
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Atletas do Esporte da Escola participam dos Jogos da Juventude neste domingo

Os atletas Gabriel Pereira e Tatiana Silva durante treino para os Jogos Escolares em João Pessoa (Foto: Francisco Medeiros)Os atletas Gabriel Pereira e Tatiana Silva durante treino para os Jogos Escolares em João Pessoa (Foto: Francisco Medeiros)
 
Tatiana Silva, 17 anos, e Gabriel Pereira, 16, moram em Igaci (AL). Os dois estão em João Pessoa cheios de expectativa para disputar os Jogos Escolares da Juventude neste domingo (09.11), quando serão as provas de 3000m do atletismo, a categoria deles. A aluna é beneficiada do programa Esporte da Escola, uma parceria do Segundo Tempo com o Mais Educação, do MEC. O estudante não é mais contemplado porque está no ensino médio, mas foi até o ano passado, e está na capital paraibana por causa do programa. 
 
A rotina dos dois atletas é parecida. Como estudam à tarde, ambos acordam bem cedo e seguem à casa do professor Charles Anderson, treinador da dupla. Os treinos são feitos em seis dias da semana, dividindo-se em dois dias de musculação em academia, dois de corrida e dois de subida até o Morro do Cruzeiro, um ponto local. 
 
A paixão de Gabriel pela corrida começou na escola, a partir de uma desafio lançado pelo professor Charles, que propôs a prática de uma modalidade diferente do futebol em um determinado dia - o atletismo. “Professor, o que é isso?”, indagou o menino. “É uma corrida, e quem der mais voltas no pátio, vence”, disse Charles. Gabriel venceu e desde então não parou, com o objetivo em mente de ser “alguém na vida.” 
 
Ele chegou em primeiro lugar na prova de 3000m nos Jogos Estudantis de Alagoas, levou a medalha de ouro, mas a organização do evento retirou-lhe a medalha porque o aluno não apresentou o documento de identidade no prazo exigido pela competição. Frustrado, chorou bastante, pensou em desistir, mas voltou atrás, sempre incentivado pelo mestre. “Meu objetivo nos Jogos é ser campeão brasileiro, levar uma medalha para Alagoas para depois conseguir minha Bolsa-Atleta, e ajudar minha família e a mim mesmo”, diz.
 
A mais tímida da dupla, Tatiana começou a correr aos 11 anos, em volta do campo da escola. Ao perceber o talento da garota, o professor começou a inscrevê-la em competições e os resultados foram aparecendo. A atleta já foi tricampeã estadual, e nos Jogos Escolares de Belém, em 2013, ficou em 11º lugar, mesmo tendo competido com o pé cortado. “Espero vencer e levar a medalha dos Jogos. Espero muito ganhar”, afirma, entusiamada.
 
Os dois atletas moram em uma região de pobreza, extrema, na zona rural. Gabriel, por exemplo, sai de casa às 5h da manhã, percorre 13km de bicicleta, até chegar à casa do professor Charles. As principais ameaças para os jovens são criminalidade, tráfico de drogas e prostituição. “A gente tenta fazer a diferença na vida desses meninos que vivem em áreas de risco social”, aponta o treinador.
 
Ele ressalta que o apoio do Esporte da Escola é fundamental. “Antes os meninos corriam na rua descalços, não tinham tênis. Hoje a gente tem esse apoio, com professor e material esportivo. São alunos de baixa renda, a maioria depende do Bolsa Família, e esse programa (Esporte da Escola) pode ajudar a mudar a vida deles, permitindo-lhes tornar-se atleta, professor de educação física ou médico, o que eles decidirem”, acentua. “Já o programa Atleta na Escola possibilita a participação dos estudantes nas etapas que levam à competição nacional”, acrescenta.
 
Esporte, escola e inclusão
O programa Esporte da Escola permite o acesso à prática esportiva a todos os alunos das escolas públicas da educação básica, iniciando o atendimento com as escolas que participam do Programa Mais Educação. Além disso, promove a inclusão, minimizando as desigualdades e qualquer tipo de discriminação por condições físicas, sociais, de raça, de cor ou de qualquer natureza que limitem o acesso à prática esportiva.
 
 
Emília Andrade, de João Pessoa
Ascom – Ministério do Esporte
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