Ministério do Esporte Presidiários goianos iniciam produção de material esportivo do Pintando a Liberdade
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Presidiários goianos iniciam produção de material esportivo do Pintando a Liberdade

No presídio Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia (GO), o clima é de muito trabalho. Foram retomadas as atividades desenvolvidas por cerca de 300 detentos do Pintando a Liberdade, programa de ressocialização de presos por meio da produção de material esportivo. O reinicio foi marcado pela fabricação de redes esportivas e a confecção de bolas. De acordo com a Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), entidade parceira do Ministério do Esporte e responsável pela execução do convênio, o próximo passo a ser dado será a confecção de camisetas.

De acordo com a coordenadora e responsável técnica pela parceria Agel/Pintando a Liberdade, Sônia Maria Pacheco França, os equipamentos foram vistoriados por uma equipe técnica do Ministério do Esporte e a matéria-prima está sendo disponibilizada para a continuidade dos trabalhos na unidade de fabricação.

O convênio Pintando a Liberdade/Agel prevê a confecção de 25 mil bolas. As que estão sendo fabricadas têm os formatos oficial e mirim para a prática de futebol, futsal, handebol, basquete e vôlei. "Também está prevista a produção de 1,2 mil redes das cinco modalidades e 35 mil camisas", detalha Sônia França.

Entre as atribuições dos detentos está a separação da matéria- prima: PVC, linhas e silcagem. O passo seguinte é a produção dos conjuntos de bolas formadas por 20 ou 32 gomos.

"Os pacotes serão distribuídos para detentos de cinco cadeias do interior do estado", explica o gerente de Produção Agropecuária e Industrial da Agência Goiana do Sistema  de Execução Penal (Agsep). Robson Cavalcante de Sousa.

Para a coordenadora do Pintando a Liberdade no Ministério do Esporte, Joseane Salmito, o trabalho de fabricação desenvolvido pela unidade é de excelente nível. "Além de aproveitar a oportunidade de ter um trabalho, os detentos envolvidos com a produção de material esportivo na Agel têm a experiência de parcerias anteriores, fato que viabiliza, e muito, a execução com qualidade", justifica.

Família
Pai de dois filhos adolescentes - um rapaz de 17 anos e uma moça de 14 anos -, Américo Castro Alves, 45 anos, cumpre pena por assalto. Segundo ele, o Pintando a Liberdade foi a luz que encontrou no fim do túnel, uma oportunidade única de se recuperar e manter a família unida e amparada. "Consegui pagar alimentação, roupa e até comprar computador e bicicleta para meus filhos", orgulha-se.

Benefícios
Além de ocupar o tempo ocioso com a confecção de material esportivo, os presos que atuam no Pintando a Liberdade aprendem uma profissão. Eles recebem por produção e, a cada três dias trabalhados, um dia é diminuído da pena. Todos os itens produzidos nas fábricas são distribuídos em penitenciárias estaduais e de segurança máxima (federais), além de contemplar estudantes de escolas da rede pública. Programas sociais do Ministério do Esporte e entidades filantrópicas também integram a lista de beneficiados.

Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom - Ministério do Esporte
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