Ministério do Esporte Representantes de associação das vítimas do voo da Chapecoense visitam ministro e anunciam Fundação de apoio às famílias
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Representantes de associação das vítimas do voo da Chapecoense visitam ministro e anunciam Fundação de apoio às famílias

O ministro do Esporte, Leandro Cruz, e o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, André Argôlo, se reuniram nesta quinta-feira (10.05), em Brasília, com representantes da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C). Mara Paiva e Fabienne Belle, que perderem seus maridos na tragédia de novembro de 2016, solicitaram ao Ministério do Esporte apoio institucional para questões pendentes no caso e anunciaram a criação de uma fundação para a família das vítimas. A Chapecoense completou 45 anos de existência nesta quinta-feira.

Foto: Abelardo Mendes Jr/MEFoto: Abelardo Mendes Jr/ME

A AFAV-C, que tem o objetivo de cuidar das questões legais que envolvem as famílias das 68 vítimas brasileiras do voo da empresa Lamia, anunciou a criação de uma Fundação que, entre outras ações, vai constituir um fundo para auxiliar as famílias por cinco anos. “Nós criamos com a Chapecoense uma fundação, que deve estar instituída em 30 dias, para levantarmos um fundo de investimento de amparo a essas famílias por cinco anos, que é um período que achamos adequado para que elas se reestabeleçam”, explicou Mara Paiva, viúva do comentarista e ex-jogador Mário Sérgio Pontes de Paiva.

Fabienne Belle, viúva do fisiologista Luiz César Martins Cunha, ressaltou que a visita ao Ministério do Esporte teve o objetivo de explicar a atual situação das famílias envolvidas na queda do avião da Chapecoense e levantar alguns pontos que, para a AFAV-C, serão fortalecidos com o envolvimento do governo. “Viemos buscar auxílio junto com o governo brasileiro para questões pendentes sobre o acidente, como seguro, suporte às famílias e sobre as condições de transporte para os atletas de todas as modalidades”, comentou.

Mara Paiva elogiou a postura do ministro do Esporte, que garantiu analisar os pedidos e ajudar no que for possível dentro de suas atribuições institucionais. “Saio daqui bastante satisfeita porque tenho certeza de que ele ouviu e entendeu as nossas questões”, avaliou.

A AFAV-C tem realizado uma série de visitas em órgãos públicos e entidades que possam auxiliar nas pendências que ainda existem e afetam diretamente as famílias das vítimas do acidente. Na próxima semana, a Associação vai se encontrar com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a entidades esportivas para tratar da situação dos familiares, explicar a criação do fundo e também para debater regras para o transporte de esportistas. A Associação Brasileira da Vítimas do Acidente com a Chapecoense (Abravic) é a outra instituição que atua no auxílio aos familiares atingidos pela tragédia aérea.

Acidente

O voo CP-2933 da companhia boliviana LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Club Atlético Nacional, decolou no dia 28 de novembro de 2016 de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, rumo a Rionegro, na Colômbia. Por volta das 22h (horário local), quando estava a cerca de 30 quilômetros do Aeroporto Internacional José María Córdova, a aeronave declarou emergência elétrica e caiu a poucos quilômetros da pista. Na aeronave viajavam 77 pessoas, entre jogadores, dirigentes, jornalistas e funcionários do clube. Apenas seis passageiros sobreviveram, sendo quatro brasileiros: os atletas Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto; e o jornalista Rafael Henzel.

“Se você me perguntar como cheguei até aqui, não sei dizer. Foi muito pelo amor aos meus filhos, pela nossa história familiar. É nesse momento que resgatamos essas coisas e criamos forças para sair andando”, disse Mara, que tem três filhos: Fernando, 42, Bruno, 36, e Felipe, 20. “A dor da perda a gente não vai deixar de sentir nunca, mas, aos poucos, vamos reconstruindo”, disse.

“Para mim foi a pior e a maior dor que já senti. Os primeiros seis meses foram insuportáveis. Mas eu tinha dentro de mim uma coisa que me movia, que era a vontade de honrar a memória do meu marido e de todas das vítimas”, disse Fabienne. “Dentro de mim, tinha uma necessidade de plantar uma semente que gerasse algum fruto para essas famílias”, concluiu.

Audiência com Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da ChapecoenseAudiência com Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense

Rafael Brais - Ministério do Esporte 

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