Ministério do Esporte Crianças e jovens movimentam Parque Olímpico da Barra de segunda a sexta
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Crianças e jovens movimentam Parque Olímpico da Barra de segunda a sexta

Thiago Lopes Aguiar, 17 anos, mora na comunidade de Asa Branca, na avenida Salvador Allende, no Rio de Janeiro. Três vezes por semana, pega capacete, luva, mochila e bicicleta e pedala por 2km na ciclovia que o leva até o Parque Olímpico da Barra. Aluno do terceiro ano do segundo grau, Thiago estuda de manhã. Quando chega da escola, pega a bicicleta e, empolgado, vai para o Velódromo considerado um dos mais velozes do mundo. O trajeto serve como aquecimento para as aulas de ciclismo no programa Esporte e Cidadania para Todos, dentro das instalações construídas para os Jogos Rio 2016.
 
O jovem é um dos 50 alunos que participa das aulas de ciclismo. A movimentação no Parque Olímpico da Barra não fica só no Velódromo. Durante todos os dias da semana, crianças e adolescentes participam de projetos esportivos e sociais que movimentam as arenas das 9h às 18h.
 
O Esporte e Cidadania para Todos é desenvolvido pela Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis) do Ministério do Esporte. Cerca de 400 alunos participam de atividades nas estruturas usadas pelos principais atletas olímpicos e paralímpicos em 2016. Os alunos participam de aulas de judô, jiu-jitsu, futsal, vôlei, basquete e ciclismo. O programa atende crianças e adolescentes de diferentes situações sociais, além da inclusão de três crianças com Síndrome de Down. As atividades  são concentradas na Arena Carioca 2 e no Velódromo Olímpico. 
 
Nas aulas de ciclismo, atletas de alto rendimento aprimoram os treinamentos ao lado de crianças que aprendem a dar as primeiras pedaladas e de adolescentes que têm a oportunidade de conhecer o esporte.   
 
Thiago no velódromo do Parque Olímpico: paixão à primeira pedalada. Foto: Breno Barros/METhiago no velódromo do Parque Olímpico: paixão à primeira pedalada. Foto: Breno Barros/ME
 
Thiago descobriu o programa por meio de um cartaz na comunidade onde mora. “Quando vi o anúncio, fiquei muito interessado. Fui correndo fazer a inscrição. No primeiro dia fui de chinelo e, claro, não pude participar. O professor orientou que eu deveria treinar no mínimo de tênis. Era uma sexta-feira. Passei o fim de semana ansioso para voltar”, recorda, ao revelar que foi uma paixão à primeira volta no Velódromo.
 
As aulas de ciclismo são oferecidas segundas, quartas e sextas, das 14h às 18h. Atualmente, o programa tem capacidade para 50 alunos. Para acolher as crianças, algumas bicicletas foram doadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e outras por amigos do projeto, além das sapatilhas, capacetes, luvas e uniformes.
 
“A proposta é tornar o ciclismo conhecido. O programa Esporte e Cidadania para Todos garante o acesso à população ao uso de um equipamento esportivo ímpar, como o Velódromo do Rio 2016”, disse o professor de ciclismo de pista Álvaro da Costa. As aulas atendem crianças e jovens entre 6 e 21 anos. 
 
“Os pais acompanham e ficam encantados ao ver os filhos usufruindo do equipamento. A gente consegue selecionar o pessoal que está iniciando. Teve criança que aprendeu a andar de bicicleta aqui. Outros, com mais força, conseguimos fazer um trabalho mais técnico”, revela o professor.
 
“É gratificante ter a oportunidade de treinar aqui. Nenhum outro lugar tem essa estrutura, e ainda perto da minha casa e com ajuda dos meus professores”, disse o jovem, que deseja seguir no ciclismo.   
 
Jiu-jitsu é uma das atividades na Arena Carioca 2. Foto: Breno Barros/MEJiu-jitsu é uma das atividades na Arena Carioca 2. Foto: Breno Barros/ME
 
Para todos
 
Por meio de um amigo, Ângela Cassemiro ficou sabendo das atividades no Parque Olímpico. Mãe de dois filhos com idade para participar das atividades, a primeira coisa que carioca queria saber era se o programa teria condições de atender à filha Alexia, de 19 anos, com Síndrome de Down. “Eles falaram que era inclusivo mesmo, com alunos com deficiência com as outras crianças. No início, a Alexia queria o basquete, mas em função da altura, acabou optando por jiu-jitsu e futsal. Hoje, já vi desenvolvimento dela. Melhorou muito a coordenação motora, a disciplina e, principalmente, a saúde, com perda de peso. Meu outro filho, o Pedro, também gosta muito de brincar aqui”, disse Ângela.
 
No Rio de Janeiro, o programa foi ampliado. Vai passar de 56 para cerca de 200 núcleos. A maioria em comunidades em situação de vulnerabilidade social, a partir de parcerias com associações de moradores, que garantem acesso à prática esportiva de qualidade.
 
No Parque Olímpico da Barra, o programa social do Ministério do Esporte conta com três núcleos em funcionamento. Além das iniciativas, a Arena Carioca 2 dispõe de outros projetos sociais que são desenvolvidos por meio de parceiros. No último mês de fevereiro, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) firmou acordo de cooperação com o Instituto Reação, Instituto Irmãos Nogueira e Team Águia Footvolley para garantir atividades que irão atender outras 700 crianças e adolescentes.
 
Do Rio de Janeiro, Breno Barros
 
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